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sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Sirius, a nova fonte de luz síncrotron brasileira usa GNU/Linux

Sirius 4ª geração é planejada para colocar o Brasil na liderança mundial de produção de luz síncrotron e foi projetada para ter o maior brilho dentre todos os equipamentos na sua classe de energia. O legal é que usa GNU/Linux, software e hardware opensource, confira alguns detalhes nessa matéria.








PROJETO SIRIUS


Sirius, a nova fonte de luz síncrotron brasileira, será a maior e mais complexa infraestrutura científica já construída no País e uma das primeiras fontes de luz síncrotron de 4ª geração do mundo. É planejada para colocar o Brasil na liderança mundial de produção de luz síncrotron e foi projetada para ter o maior brilho dentre todos os equipamentos na sua classe de energia.









O Sirius 4ª geração internamente.





Fontes de luz síncrotron constituem o exemplo mais sofisticado de infraestrutura de pesquisa aberta e multidisciplinar e é uma ferramenta-chave para a resolução de questões importantes para as comunidades acadêmica e industrial brasileiras. A versatilidade de uma fonte de luz síncrotron permite o desenvolvimento de pesquisas em áreas estratégicas, como energia, alimentação, meio ambiente, saúde, defesa e vários outros.







Essa é a razão pela qual a tecnologia da luz síncrotron se torna cada vez mais popular ao redor do mundo. É também o motivo pelo qual os países com economias fortes e baseadas em tecnologia já contam com uma ou mais fontes de luz síncrotron, ou as estão construindo.

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Entenda melhor o Sirius nos vídeos abaixo.




Sirius: o físico Roque da Silva conversa com Alexandra Makowski (parte 1)





Sirius: o físico Roque da Silva conversa com Alexandra Makowski (parte 2)







Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS) 


O Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS) opera, desde 1997, a única fonte de luz síncrotron da América Latina, aberta ao uso de toda a comunidade acadêmica e industrial. O atual síncrotron brasileiro, chamado UVX, possui hoje 18 linhas de luz – como são chamadas as estações experimentais – cobrindo técnicas de análise experimental a partir de radiação infravermelha, ultravioleta e raios X. O LNLS é o responsável pela construção do Sirius, o novo acelerador brasileiro, de 4ª geração, que será uma das máquinas mais avançadas do mundo para a análise dos mais diversos tipos de materiais, orgânicos e inorgânicos.






Fonte


Linha de luz e Software



SOBRE A LINHA DE LUZ

A Linha de Luz XAFS2 é uma estação experimental dedicada a técnicas de Espectroscopia por Absorção de Raios X na região dos raios-x duros (3.5 a 17 keV). Esta linha é utilizada para o estudo de estruturas em nível atômico assim como das propriedades eletrônicas e magnéticas da matéria, com aplicações numa grande variedade de campos científicos como física molecular e atômica, química, biologia, ciências da terra e do meio ambiente, e patrimônio cultural. Outras técnicas experimentais disponíveis nesta linha incluem espectroscopia por fluorescência de raios X, luminescência óptica excitada por raios X, refletividade, e absorção combinada com difração de raios X.

A XAFS2 é a segunda linha dedicada à absorção de raios X construída no LNLS. A linha foi aberta aos usuários em 2007 e, desde então, experimentos têm sido realizados diversas áreas científicas. Depois de quase 7 anos em operação, a linha de luz XAFS2 passou por uma reforma melhorando substancialmente os experimentos nela realizados. Hoje está disponível um difratômetro Huber de 4-círculos para experimentos de absorção combinado com difração. Desenvolvimento de novos meios de ambientes de amostras também possibilita a realização destas medidas de XAS-XRD in-situ/operando.

Outras atualizações incluem um completo remodelamento do hardware/software e do sistema de controle da linha de luz, que foi renovado através de um PXI da National Instruments (PXI-NI). O PXI-NI realiza a comunicação, por exemplo, com controladores Galil/Parker em uma plataforma EPICS. O sistema operacional Windows foi substituído pelo Linux Red-Hat







E o sistema de controle 3WinDCM substituído pelo EPICS. Além disso, o Py4Syn, scripts baseados em python permitem manipulações, em alto nível, de equipamentos e elaboração de rotinas de medidas, gráficos em tempo real e dentre outras funcionalidades. Uma interface gráfica amigável foi criada em CS-Studio (Control System Studio) que permite toda a operação da linha, desde o alinhamento óptico à varredura em energia.

O próximo passo para melhorar a XAFS2 é em termos de rendimento, e deveremos testar a viabilidade de fazer Quick EXAFS (QEXAFS).

Fonte

Github com vários software opensource


PyQt no Acelerador de Partículas Brasileiro






Hardware


Um destaque é o openMMC. O openMMC é um firmware de código aberto projetado para gerenciamento de placa em sistemas MicroTCA. Ele possui uma arquitetura modular que fornece o desacoplamento entre rotinas específicas de aplicativos, placas e microcontroladores, tornando-o útil como base para muitos projetos diferentes, mesmo aqueles que usam controladores menos potentes. Apesar de ser desenvolvido em um contexto MicroTCA, o firmware pode ser facilmente adaptado a outras plataformas de hardware e protocolos de comunicação. O firmware é baseado no sistema operacional FreeRTOS, sobre o qual cada função de monitoramento (sensores, LEDs, gerenciamento de carga útil, etc.) executa sua própria tarefa independente. O sistema operacional, apesar de sua área ocupada reduzida, também fornece inúmeras ferramentas para comunicação confiável entre as tarefas, controlando a placa com eficiência.
Fonte







Detalhes técnicos do openMMC

Github openMMC


Opinião


Aqui temos um projeto grandioso, o objetivo aqui foi apresentar esse grandioso projeto brasileiro e mostrar que GNU/Linux faz parte dos grandes projetos.


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