quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Liberdade do software livre ( free software ) e distribuição de pacotes.

Dois temas que são amplamente aproveitados por pessoas inescrupulosas, com a finalidade unica e exclusiva de levar algum tipo de vantagem na inocência dos iniciantes em GNU/Linux, fazendo um mix de liberdade do free software, software freeware ou pirata com liberdades individuais.
Para tentar deixar as coisas mais claras na sua cabeça, leia essa matéria.






Liberdade




Antes de qualquer coisa, o termo Free, não tem nada a ver com gratuito, ele significa que o código fonte é livre, pode ser gratuito ou não.

Vamos começar pelas 4 liberdades do Software Livre ou FREE.

Liberdade 1: A liberdade para executar o programa, para qualquer propósito;

Isso significa que o programa não pode conter nenhuma limitação de uso, você pode usar em 1 ou 100000000000000000000 de computadores, pode executar o mesmo como pessoa física ou jurídica, sem limitação contratual alguma.

Liberdade 2: A liberdade de estudar o software;

Obrigatoriamente o programa deve ter seu código fonte aberto e livre (free) para que você ou outros de sua comunidade possam o estudar sem restrições.

Liberdade 3: A liberdade de redistribuir cópias do programa de modo que você possa ajudar ao seu próximo;

Você tem que ter o direito de distribuir os programas, sempre respeitando a GPL General Public License. 

Liberdade 4: A liberdade de modificar o programa e distribuir estas modificações, de modo que toda a comunidade se beneficie.

Você tem que ter o direito a Liberdade 2 para poder modificar e redistribuir os programas, sempre seguindo a GPL General Public License.


Note que você é livre desde que o software lhe permita a liberdade de;

Usar

Estudar

Modificar

Distribuir

Se você usa software que não lhe permite essas 4 regras você não é livre (free).

Usar um programa proprietário mesmo que seja freeware no GNU/Linux não te faz livre no mundo do SL ( Software Livre ), pior ainda se ele for para windows e pirata, alem de não te fazer livre, te faz um criminoso, um safado que enche a boca pra falar, "Eu uso Linux e sou  livre pra fazer o que eu quiser", errado, quem plantou isso na sua mente é um mentiroso safado que o fez visando alguma vantagem e .(ponto)

A sua liberdade está obrigatoriamente sujeita  as 4 liberdades e a GPL. Acho que até aqui você tenha entendido que ser livre no mundo GNU/Linux tem regras a serem seguidas, não é a zorra que alguns pregam, além de ser exclusiva para o uso de software livre e para os mais radicais o hardware também deve ser livre..

Distribuição




Você pode distribuir programas gratuitamente ou cobrar por esses programas ou pelo suporte, coisas que a GNU incentiva fortemente que se faça, mas obrigatoriamente você deve seguir as 4 liberdades e a GPL.

Essa distribuição pode ser individual, em lotes usando um repositório ou em lote usando um empacotamento .tar.gz, .iso ... novamente seguido as 4 liberdades e a GPL.

Aqui chegamos em um ponto controverso, as distribuições GNU/Linux levam esse titulo de "Distribuição" por distribuírem pacotes (programas) em lote por meio de repositórios, que são hospedados em servidores de internet.
Esses pacotes são compilados, empacotados, revisados, traduzidos, feita a documentação por programadores comunitários ou remunerados ou mesmo um mix dos dois.

Para você entender esses tipos de distribuições de pacotes.

Distribuições mantidas por comunidades.


Arch Linux

Debian

Gentoo

Slackware

Distribuições mantidas por empresas e comunidades.


Fedora

Red Hat

Ubuntu

OpenSUSE

Mandriva


Todas essas distribuições fazem a distribuição dos pacotes (programas) por meio de repositórios, todos os pacotes do sistema são hospedados em servidores, em todas elas você só precisa de uma pequena imagem para dar boot em seu computador e acesso a internet para conseguir instalar o sistema operacional, o que te da mais liberdade e qualidade em relação ao sistema distribuído por meio de .iso e montado com metapacotes.
Esse é um dos diferenciais do GNU/linux em relação aos sistemas proprietários, o uso de repositórios para distribuir o sistema operacional, no Windows por exemplo isso é feito na forma de uma .iso. 
Note aqui a semelhança com algo que você conhece no mundo GNU/Linux, as remasterizações que não possuem repositório e fazem a distribuição unica e exclusivamente por meio de uma .iso, o que já gera uma falha de segurança, a comunidade para ter acesso aos pacotes para uma analise necessita fazer o download da iso, descompactar o .filesystem.squashfs para ai sim poder auditar os pacotes, mas quem faria isso ? muito trabalho, problema de quem confia.

O que é uma Remasterização.



Uma remasterização é um sistema em que alguém modifica para algo que ela julga bom ou atrativo para alguém, simplesmente alterando esses itens.

Temas

Wallpaper

Instala programas

Cria alguns scripts em que muitas vezes não seguem a GPL.

Resumindo, o individuo maquia uma distribuição, empacota ela no formato .iso ( atinge melhor os usuários vindos do sistema proprietário, eles acham que o sistema operacional é uma .iso, isso foi plantado na sua mente durante anos, além de tornar mais difícil uma analise dos pacotes) e distribui.

Sim ele está exercendo algumas das 4 liberdades, mas está muito longe de poder ser considerado uma Distribuição GNU/linux que:

Compila

Empacota

Hospeda em servidores

Da suporte

Gera documentação

Gera uma comunidade respeitável em torno do projeto

Para todos os pacotes que formam o sistema operacional e os demais que estão  disponíveis para o seu uso.

A remasterização suga essas etapas da distribuição, é errado ? não, o que é errado é se denominar Distribuição nos parâmetros das verdadeiras distribuições, se uma remasterização se intitula remasterização, não tem problema nenhum, mas se ela se intitula uma distribuição de pacotes, ela está te enganando.

Recomendo esse vídeo.




Alem de tudo isso, a remasterização está a margem da comunidade da distribuição vitima e mais ainda de qualquer outro grupo de programadores, ai você fala e dai ?, com isso você abre a maior de todas as brechas de segurança no GNU/Linux, o "desenvolvedor" da refisefuqui pode facilmente adicionar arquivos maliciosos no sistema e você nunca ira saber, por não ter um antivírus monitorando e principalmente por estar a margem de alguma comunidade com numero suficiente de programadores que posam descobrir algo errado, aqui você não está exercendo a liberdade 2.

Você sabia que o Linux Mint roubou o desenvolvedor do player Banshee e a Gnome por meses ? na época ele ainda era uma refisefuqui ignorada pela comunidade, mas um membro resolveu dar uma olhadinha nela e descobriu isso, um redirecionamento em que todas as doações feitas para o Banshee iam para os pilantras do Mint, isso é só um exemplo, tenha em mente que, o inferno é o limite nas possibilidades do que se da pra fazer de safadeza em um sistema inteiro e levar muito tempo para ser descoberto, tome cuidado, verifique bem a procedência do que instala em seu computador.
Pratica também feita pelo Ubuntu, coma diferença que metia a mão em apenas 50%, bandidos bonzinhos kkkk

"+ public const string REDIRECT_URL = “http://redir.linuxmint.com/mp3amazonstore/”;"
=== modified file ‘banshee/src/Extensions/Banshee.AmazonMp3.Store/Banshee.AmazonMp3.Store/StoreView.cs’
Index: banshee-2.2.0/src/Extensions/Banshee.AmazonMp3.Store/Banshee.AmazonMp3.Store/StoreView.cs
===================================================================
— banshee-2.2.0.orig/src/Extensions/Banshee.AmazonMp3.Store/Banshee.AmazonMp3.Store/StoreView.cs 2011-09-07 17:41:05.000000000 +0100
+++ banshee-2.2.0/src/Extensions/Banshee.AmazonMp3.Store/Banshee.AmazonMp3.Store/StoreView.cs 2011-10-30 13:30:29.902848173 +0000
@@-45,7+45,7 @@
// We ask that no one change this redirect URL. ALL (100%) revenue
// generated by this Banshee Amazon integration is sent directly to the
// non-profit GNOME Foundation.
- public const string REDIRECT_URL = “http://integrated-services.banshee.fm/amz/redirect.do/”;
+ public const string REDIRECT_URL = “http://redir.linuxmint.com/mp3amazonstore/”;
private static string [] domains = new [] {
“com”,


Aqui o ‘change-log’ bem modesto e descarado.

banshee (2.2.0-2linuxmint1) lisa; urgency = low * Changed redirect URL Ubuntu's Amazon store - Clement Lefebvre <root@linuxmint.com>

Sei o LOBO é um xiita maluco ...

Linux Mint Swap Banshee Affiliate Code, Take 100% of Profits

Nesse caso se desculparam e bla bla bla, não fariam novamente e bla bla bla,mas, recentemente tiveram seu site "invadido" e a .iso do sistema alterada por malvadões racudos, sera? vai saber né ?!

Se por algum motivo relacionado ao que falei das remasterizações ( Refisefuquis ) ofendeu alguém, o que posso dizer é, escolha uma DISTRIBUIÇÃO, entre em contato com o team de desenvolvimento e se envolva, contribua, tem muita tradução para fazer, bugs para serem corrigidos, documentação para ser feita e ou atualizada, até mesmo dar as caras nos grupos de suporte e ir pro fronte ajudar a galera iniciante, trabalho e oportunidade de contribuir de fato, não falta, é só ter coragem.

Debian tem até um canal destinado a você que acha que contribui com as suas remasterizações, o Debian Pure Blends





Ou faça como o Mint está fazendo, contribuindo para o Debian, Cinnamon já é um ambiente gráfico oficial Debian, Elementary também está se arriscando, meio atrapalhado, mas está, agora e você ? já contribuiu de fato com uma Distribuição? ou está só querendo seu titulo de pica das galaxias ?  vender uns cursinhos meia boca, umas camisetinhas ou umas quinquilharias, se for isso, vai carpir um lote maluco e pare de tentar fazer novatos de idiotas :)




Isso que falei serve para quase todas as remasterizações, só tire fora as especificas para segurança e testes de penetração que são destinadas a profissionais, não é e nem deve ser usada por iniciantes recém chegados do Windows sem o minimo de conhecimento para o seu uso.
Dentre varias destaco.

Parrot

Back Box

Kali

Nesses casos a remasterização de uma distribuição é super valido, mas como já disse não são remasterizações para novatos.


Distribuição baseada em outra.


As remasterizações costumam usar esse termo para camuflar a sua realidade, se travestindo de Distribuição baseadas em ...
Uma distribuição baseada em outra é um grupo de programadores comunitários ou corporativos que escolhe uma distribuição qualquer, importa todos os seus pacotes distribuídos em servidores para os seus, para assim compilar, modificar ou não, reempacotar, criar documentação e redistribuir em seus servidores, assim como a distribuição o faz.

Ubuntu base Debian

Manjaro base Arch

Red Hat base Fedora


Nesses casos existe uma troca de colaboração mutua, todos se beneficiam e se ajudam.

A remasterização só pega, sem dar absolutamente nada em troca, na realidade é só um parasita.

Bom, você agora já sabe um pouquinho sobre Liberdade e Distribuição.

Mas vamos mais além.

Você é Livre no GNU/Linux ?



A resposta é Não.

O Linux já tem muitos anos que não é livre, ele contem pacotes fechados responsáveis por fazer o seu hardware funcionar, os Binary Blob, além de firmware distribuído nos servidores das distribuições que não são livres, mas na grande maioria dos casos esses pacotes são indispensáveis para que você use o GNU/Linux em seu computador, infelizmente a lista de hardware que funcionam satisfatoriamente com firmware livre é muito reduzida.

Mas isso também não justifica você banalizar chutando o pau da barraca e usar programas proprietários indiscriminadamente no seu sistema, como os proprietários já para gnu/linux e pior ainda usar proprietários windows e muitas vezes se não 100% crackeados, e sair gritando que usa Linux e é livre, não você é só um babaca escravo de programas proprietários e faz gambiarras (wine) para os usar no GNU/Linux, um duro morto de fome que usa um sistema só por ser gratuito.

Na minha opinião o negocio é dosar o uso de pacotes proprietários, usando só o indispensável para o hardware e só, a maior parte da segurança no GNU/linux está justamente em o software ser livre ou aberto e principalmente ser distribuído integralmente por uma comunidade ou empresa, nada dessa modinha de programas de terceiros, GIT, PPA, AUR e afins, nesses casos use por sua total conta e risco, mas lembre sempre, essas serão as portas de entrada de pragas virtuais no GNU/linux, isso se já não são, 100% não usa antivírus e grande parte não tem conhecimento para ler os fontes, vão tudo na fé, afinal de contas no mundo GNU/linux só tem anjinhos :)

 .

Caso queira tentar ser 100% livre experimente o linux-libre

Espero ter dado nomes aos bois e deixado um pouco mais claro o porque das minhas posturas e que entendam que a sua liberdade individual é totalmente diferente da "liberdade" no software livre que é regida por varias regras.

Mas se mesmo assim tá ai putinho (a) .




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2 comentários:

  1. SOFTWARE COMERCIAL NÃO É SOFTWARE LIVRE PORQUE NÃO ATENDE À LIBERDADE ZERO ... SE NÃO POSSO COMPRAR, NÃO POSSO EXECUTAR ... SIMPLES ASSIM.

    Resposta oferecida no brlinux.org >> https://drive.google.com/file/d/0B0QWMww0gZVYQkdmNHFUOUhNOWc/view?usp=sharing

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    1. Claramente se vê a sua ignorância, tanto em relação ao SL como em comportamento pessoal, usar caixa alta é deselegante e só demonstra que vc é um ignorante, mas... Lembre, mesmo vc não gostando de trabalhar, alguém vai comprar o software, como ele é livre, esse alguém pode tranquilamente te fazer uma doação, ele sendo livre vc pode pegar o código fonte e assim ter o software.

      Quanto a asneira que vc disse,só demonstra que vc ou é um troll ou um ignorante no assunto mesmo, nesse caso vamos ler um pouquinho.

      "Muitas pessoas acreditam que o espírito do projeto GNU está em não cobrar dinheiro para distribuir cópias de software ou cobrar o mínimo possível — somente o suficiente para cobrir os custos. Isso é um equívoco.

      Na verdade, nós incentivamos as pessoas que redistribuem software livre a cobrar o quanto desejarem ou puderem. Se uma licença não permitir que usuários façam cópias e vendam-os, essa é uma licença não livre. Se isso parece surpreendente para você, por favor, continue a leitura.

      A palavra “free” tem dois significados válidos em inglês: ela pode se referir tanto à liberdade quanto ao preço. Quando falamos de software livre (“free software”, em inglês), estamos nos referindo à liberdade, e não ao preço. (Pense em “liberdade de expressão” (“free speech”), não em “cerveja grátis” (“free beer”).) Precisamente, isso significa que um usuário é livre para executar, alterar e redistribuir o programa, com ou sem alterações.

      Algumas vezes, programas livres são distribuídos gratuitamente e, outras vezes, por determinado preço. Frequentemente, o mesmo programa se encontra disponível das duas maneiras, em locais diferentes. O programa é livre independentemente do preço porque os usuários têm liberdade para usar o mesmo."

      Boa leitura

      Fonte: https://www.gnu.org/philosophy/selling.html

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